18 de fevereiro de 2020
Na aplicação desenvolvida por pesquisadores chineses, liga de gálio, índio, estanho e bismuto em contato com alumínio produz hidrogênio sob demanda

Por Marcio Ishikawa |

Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências e Universidade de Tsinghua conseguiram gerar hidrogênio através do contato de uma liga de gálio, índio, estanho e bismuto com uma placa de alumínio imersa em água. O método pode ser uma forma de produzir hidrogênio onboard para o uso em células de combustível em veículos. O estudo foi publicado no “Journal of Renewable and Sustainable Energy.

Geração de hidrogênio para células combustíveis. Crédito: Jing Liu

Ecologicamente amigável, o hidrogênio é considerado uma das alternativas  aos combustíveis fósseis – mas a sua baixa densidade dificulta o transporte e armazenamento. Por isso, uma das alternativas é a geração onboard – mas os métodos desenvolvidos até agora são considerados lentos e demandam muita energia. 

“O grande mérito deste método é o de produzir hidrogênio em tempo real e sob demanda. Isso pode oferecer novas perspectivas para uma era de energia mais limpa e sustentável.”
Jing Liu, professor da Academia Chinesa de Ciências e da  Universidade Tsinghua

Quando a liga Ga-In-Sn-Bi entra em contato com a placa de alumínio imersa em água, ocorre a produção de hidrogênio (H2). Por sua vez, este na sequência se liga a uma membrana trocadora de prótons (PEM) da célula combustível, em que a energia química é convertida em energia elétrica, tendo água como subproduto.

O estudo afirma que a reação se mostrou estável e com uma taxa de produtividade de 92% – e assim, segundo os autores, superior à reações semelhantes ativadas por ligas de gálio e índio ou gálio, índio e estanho. A adição do bismuto foi responsável por trazer mais durabilidade e estabilidade para a reação.

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