30 de janeiro de 2019
Pesquisadores da UCLA conseguiram evitar o surgimento de fissuras na solda, fato que impedia utilização da liga em componentes estruturais ou motores

Pesquisadores da Universidade da Califórnia Los Angeles anunciaram um inovador método de soldagem que torna possível unir a liga AA 7075. Conhecida por ser extremamente resistente (tanto quanto o aço – mas com a vantagem de ter apenas um terço do seu peso) e com enorme potencial na indústria automobilística, até então era impossível soldá-la usando as técnicas conhecidas na montagem de carrocerias ou motores.

Liga AA 7075

Isso porque, quando aquecida durante o processo de soldagem, sua estrutura molecular cria um fluxo irregular dos elementos que constituem a liga (alumínio, zinco, magnésio e cobre), resultando em fissuras ao longo da solda. Os pesquisadores escola Samueli de Engenharia da UCLA resolveram essa questão utilizando nanotecnologia.

A solução consiste na infusão de nanopartículas de carboneto de titânio nos fios de solda AA 7075, usados como material de preenchimento entre as peças que estão sendo unidas. Dessa forma, os pesquisadores conseguiram juntas de solda com resistência à tração superior a 392 megapascais. Para efeito de comparação, a liga AA 6061, largamente utilizada na indústria automobilística e aeronáutica, atinge 186 megapascais. Além disso, de acordo com o estudo, com tratamento térmico a resistência à tração das juntas AA 7075 sobe para 551 megapascais, resultado comparável ao aço.

Liga AA 7075

Com elevada resistência e leveza, a liga AA 7075 pode ajudar na eficiência energética de veículos a combustão, híbridos e elétricos. Ela já é utilizada em larga escala na fuselagem e asas de aviões, peças nas quais a união é feita através de rebites ou parafusos, ao invés de soldas.

“A nova técnica é uma reviravolta aparentemente simples, mas pode permitir o uso generalizado da liga AA 7075, de alta resistência, em automóveis e bicicletas”
Xiaochun Li, professor de manufatura na UCLA

Segundo Li, as empresas poderiam usar os mesmos processos e equipamentos que já possuem para incorporar a liga AA 7075. “Assim, seus produtos poderiam ser mais leves e mais eficientes em termos de energia, enquanto ainda mantém sua resistência.”

Os pesquisadores anunciaram também que estão trabalhando com uma fabricante de bicicletas em um protótipo que utiliza quadros feitos com a liga AA 7075.

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Nova técnica permite soldagem da liga AA 7075

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