21 de maio de 2018
Modelo quebra paradigmas da fabricante ultraluxuosa e é segundo modelo a adotar a “Architecture of Luxury”

Apresentado oficialmente em meados de maio, Rolls-Royce Cullinan é o primeiro SUV da tradicional marca inglesa, que também se rendeu à onda dos utilitários-esportivos, assim como já fizeram outras marcas de luxo, antes conhecidas apenas por sedãs ou modelos esportivos, como Bentley, Jaguar, Lamborghini e Maserati. Chamado pela marca de “Rolls-Royce dos SUVs”, seu nome é uma referência ao maior diamante já encontrado no mundo e que faz parte das jóias da Coroa Britânica.

Rolls-Royce Cullinan

O Cullinan é o segundo modelo da Rolls-Royce a utilizar a nova plataforma de alumínio desenvolvida pela marca, que estreou em 2017 com a oitava geração do Phantom. No caso do sedã, a chamada “Architecture of Luxury” proporcionou uma redução de peso e, ao mesmo tempo, um aumento de 30% em sua rigidez quando comparado com o seu antecessor.

Já no Rolls-Royce Cullinan, os componentes da arquitetura foram reconfigurados para uma plataforma mais alta (17,3 centímetros adicionais) e curta (5 centímetros a menos) que o Phantom. Ou seja, a arquitetura é escalável e pode se adaptar a modelos com dimensões diferentes. Além disso, o modelo traz um desenho de tampa-traseira inédito em toda a história da marca – já que, antes, seu line-up era composto apenas de sedãs.

Além de escalável em relação às dimensões, outro ponto importante da “Architecture of Luxury” é que ela também atende à diferentes necessidades em relação à peso e também à diferentes tipos de propulsão, tração e sistemas de controle. Ou seja, ela pode ser utilizada em projetos de modelos híbridos e 100% elétricos.  

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Visualmente, o modelo adota elementos característicos dos sedãs da marca, como a grade frontal “Partenon”, faróis e lanternas retangulares – unidas por uma linha de cintura reta e bem definida e as portas traseiras suicidas (que se abrem para trás, em direção oposta às dianteiras). O Rolls-Royce Cullinan utiliza o mesmo motor V12 biturbo do Phantom, com 570 cavalos e 86,6 kgfm de torque. Os dois também compartilham o mesmo câmbio automático de oito marchas, com tração integral.

Já o sistema de direção é exclusivo do Cullinan, com quatro rodas esterçantes. As rodas do eixo traseiro, dependendo da velocidade e do tipo de manobra, podem virar no mesmo sentido ou em sentido oposto às do eixo dianteiro, para ajudar nas manobras em espaços apertados ou para dar mais agilidade em altas velocidades.

Tratando-se de um SUV, o Rolls-Royce Cullinan não poderia abrir não de uma boa capacidade fora-de-estrada. Além da tração integral, o modelo conta com um sistema de suspensão adaptativa, que ao torque de um botão no console (chamado de “everywhere”, como manda o bom-humor britânico) aumenta a distância da carroceria em relação ao solo e usa pressão pneumática para manter as rodas no solo, caso haja detecção de perda de contato.

Segundo a Rolls-Royce, as primeiras unidades do Cullinan serão entregues no início de 2019.

Rolls-Royce Cullinan, primeiro SUV da marca, usa arquitetura de alumínio

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