7 de março de 2018
Unidade tem capacidade para produzir 500 mil unidades de cabeçotes e blocos de motor em alumíno

A Renault inaugurou nesta terça-feira, dia 6 de março, sua fábrica de injeção de alumínio em São José dos Pinhais (PR). Com 14 mil metros quadrados, a planta tem capacidade para produção de 500 mil unidades por ano e é fruto do investimento de 350 milhões de reais. Lá serão feitos blocos e cabeçotes de alumínio para os motores SCe 1.6, que antes eram importados, com capacidade para produção de 250 mil unidades de cada componente por ano.

Fábrica de injeção de alumínio - Renault

A nova unidade, está localizada no Complexo Ayrton Senna, que abriga outras três fábricas (carros de passeio, comerciais leves e montagem de motores) e foi batizada como Curitiba Injeção de Alumínio (CIA). Atualmente, trabalham 100 funcionários, divididos em dois turnos, que operam duas linhas produtivas (blocos e cabeçotes).

Processo produtivo
A produção do bloco é composta por quatro etapas: fusão, injeção de alta pressão, acabamento e tratamento térmico. A injeção do alumínio no bloco é feita de forma totalmente robotizada, a uma velocidade de 200 km/h e pressão de 900 bar. A Renault adotou um novo processo de lubrificação, que reduz o uso de óleo – são apenas 22 ml por peça, contra até 12 litros utilizados em métodos de produção tradicionais.

Já a produção do cabeçote é composta de cinco etapas: fusão, sopro de machos de areia, injeção de baixa pressão, acabamento e tratamento térmico – e o processo de fabricação é inorgânico, ou seja, isento de fumos e emissões de carbono.

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A fábrica de injeção de alumínio da Renault também possui um laboratório metalúrgico, onde são realizados diversos testes para aferir a qualidade dos blocos e cabeçotes produzidos. Destaca-se o equipamento de tomografia computadorizada industrial, primeiro deste porte em uma montadora na América do Sul, capaz de fazer a análise das peças em três dimensões.  

Importação do 1.0 SCe
O motor 1.0 SCe continuará sendo montado com blocos e cabeçotes importados e, segundo a direção da Renault no Brasil, ainda não há previsão de investimentos para nacionalizar a sua produção. Isso acontece em função da indefinição das regras do Rota 2030, programa de desenvolvimento do setor automobilístico no Brasil que deve ser implantado no lugar do Inovar-Auto, mas que está em discussão no governo há alguns meses.

A linha de motores SCe em alumínio foi lançada no Brasil no final de 2016, durante o Salão do Automóvel de São Paulo.

Renault inaugura fábrica de injeção de alumínio

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