4 de julho de 2019
Estudo da Ford e Universidade de Toronto aponta importância da leveza dos veículos no período em que a propulsão convencional ainda será dominante

Por Marcio Ishikawa |

Um estudo realizado pela área de Pesquisa e Desenvolvimento da Ford do Canadá, em parceria com a Universidade de Toronto, concluiu que a redução de peso é uma solução efetiva para promover significativas reduções na emissão de gases formadores do efeito estufa a curto prazo, principalmente nas próximas duas décadas, período em que a frota ainda será dominada por veículos de powertrain convencional.

Segundo a pesquisa, a implementação de uma política agressiva de redução de peso usando alumínio reduziria as emissões cumulativas de gases do efeito estufa da frota, entre 2016 e 2050, em 2,9 Gt CO2 eq (5,6%) e as emissões anuais em 2050 em 11%.

Redução de peso

Para chegar a tais números, a equipe desenvolveu um modelo de ciclo de vida de uma frota, o FLAME model (Fleet Life cycle Assessment and Material-flow Estimation). Nele, há quatro módulos diretamente conectados: veículo, frota, fluxo de material automotivo e módulo de avaliação do ciclo de vida. 

A frota americana de veículos leves no período entre 2016 e 2050, com doze categorias de tecnologias veiculares e duas categorias de porte de veículo (carros e picapes), está inteiramente representada. Para cada tipo de veículo e para cada ano/modelo, foram determinadas a divisão percentual de seus materiais, o peso em ordem de marcha e o consumo de combustível. 

A composição de material consiste em seis grupos de materiais, que determinam o peso em ordem de marcha dos veículos:

  • Alumínio fundido
  • Outros produtos de alumínio
  • Ferro fundido
  • Aços de alta resistência/ultra alta resistência
  • Aço carbono e outros tipos de aço
  • Todos os outros materiais (menos de 25% do peso de um veículo)

“A redução de peso na frota de veículos leves dos Estados Unidos não é uma medida isolada para promover as emissões de gases formadores do efeito estufa pela frota de veículos, mas é uma opção efetiva a curto prazo, que pode promover uma redução significativa no período em que frota ainda tem predomínio de veículos convencionais.”
Alexandre Milovanoff, mestre e doutorando do Departamento de Engenharia da Universidade de Toronto

A redução de peso tem o maior potencial de redução da emissão de gases do efeito estufa quando implementada no curto prazo. Por exemplo, a redução de peso implementada em 2016 resultará no dobro de redução por quilômetro percorrido do que implementada em 2030. Em outras palavras, atrasar a implementação em 15 anos significa, segundo o estudo, sacrificar 72% (2,1 Gt CO2 eq) do potencial de mitigação das emissões de gases do efeito estufa até 2050.

Leia também:
– Redução de peso nos carros salva vidas
– Carros elétricos vão transformar a demanda do alumínio na indústria automobilística
– Tecnologias do alumínio na indústria automotiva: Simpósio de Materiais da SAE

Redução de peso será fundamental nas próximas décadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *