24 de outubro de 2017
Palestra da ABAL em evento da SAE durante a Fenatran mostra como o alumínio pode melhorar a lucratividade dos transportadores

A 21ª edição da Fenatran, Feira Internacional de Transporte de Carga, também teve uma série de debates promovidos pela SAE no evento “Manhãs de Tecnologia SAE Brasil na Fenatran 2017”, realizados nos dias 19 e 20 de outubro. Dentre várias apresentações sobre inovações e novidades no mundo do transporte, a ABAL esteve presente com Marcelo Gonçalves, coordenador de Projetos de Transportes, que ministrou a palestra “Ganhos logísticos com alumínio no transporte rodoviário de cargas.”

Palestra ABAL Fenatran 2017

Antes de apresentar uma série de cases em que a redução de peso proporcionada pelos implementos rodoviários em alumínio se traduziu em redução de custos e maior rentabilidade das empresas, Gonçalves, destacou as principais vantagens do alumínio. A primeira delas é o fato de que alumínio é mais leve, permite que o implemento transporte mais carga em relação a um similar em aço e, assim,  proporciona uma maior lucratividade e retorno sobre o investimento mais rápido, mesmo levando em consideração o investimento inicial adicional demandado.

Além disso, há uma redução de custo operacional com combustível e pneus, por exemplo, já que quando retorna vazio, o implemento é mais leve – sem contar o fato de que, com cada implemento transportando um volume maior, existe a possibilidade de redução da frota necessária – ou a expansão do número de contratos. Outras vantagens que foram destacadas: a resistência à corrosão, reduzindo custos de manutenção; a segurança, já que em caso de colisão o alumínio absorve mais energia e, em caso de tombamento, não produz faísca em contato com o asfalto; e o fato de o alumínio ser infinitamente reciclável, tendo assim um maior valor residual no final do ciclo de vida do implemento.

Mas o ponto mais importante da palestra de Gonçalves foram os dois paradigmas em relação aos implementos rodoviários em alumínio que precisam ser quebrados. Primeiro, que o alumínio não possui a resistência necessária para suportar os esforços – como contraponto, ele citou o exemplo da Apollo 11, missão que levou o homem até a Lua pela primeira vez, cujo foguete era feito em alumínio. Já o segundo paradigma é de que o alumínio é caro, mas isso acontece se levarmos em conta apenas o preço inicial, sem contabilizar os benefícios proporcionados no que diz respeito à redução de custos (menor manutenção e redução do consumo de combustível quando o implemento está vazio) e, principalmente, no que diz respeito ao aumento da lucratividade em função da redução da tara e do aumento da capacidade de carga.

Leia mais: O alumínio na Fenatran 2017

Ganhos logísticos com o alumínio no transporte de cargas
Um comentário sobre a matéria:
  • 06/12/2017 em 11:15

    O enfoque dado na apresentação está perfeito, o alumínio ainda sofre do desconhecimento do seu VALOR x BENEFÍCIO, não custo x benefício, seguir por essa linha é muito primário e expõe o desconhecimento e falta de caráter analítico do mais abundante material na crosta terrestre, o que facilita sua mineração e recomposição da área prospectada.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *