25 de maio de 2018
Meta diz respeito ao ano de 2025, em relação aos níveis de 2019; objetivo para 2030, ainda a ser ratificado, seria de 30%

A Comissão Europeia apresentou a proposta de redução nos níveis de emissão de caminhões pesados, cujas novas unidades, vendidas a partir de 2025, devem ter emissões 15% menores que as registradas no ano de 2019. Para 2030, a Comissão anuncia uma meta de redução de pelo menos 30%, ainda a ser retificada em 2022. Tais medidas são parte do programa “Europe on the Move” (Europa em Movimento), que visa a modernização do sistema de transporte na União Europeia.

caminhões pesados
(foto: Mercedes-Benz Trucks)

Segundo a proposta da Comissão, em 2022, além da ratificação das metas de 2030, o escopo das metas seria estendido para caminhões de médio e pequeno porte, ônibus, trens e reboques. Há, ainda, medidas para auxiliar as fabricantes no design das cabines, de modo a permitir maior eficiência aerodinâmica, além de implementar um sistema de etiquetagem da eficiência energética dos pneus mais rigorosa – válida não só para caminhões pesados, mas para todos os tipos de veículos.

A proposta, que ainda precisa passar pelo crivo de todos os governos dos países membros da União Europeia e também pelo Parlamento Europeu antes de virarem lei, recebeu críticas da ACEA, a Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis, que representa os sete maiores produtores de veículos pesados da União Europeia.

A principal reclamação das fabricantes é o fato de o ciclo de desenvolvimento dos caminhões pesados não ter sido considerado nesse calendário. “Parece que a Comissão tomou simplesmente os exatos níveis de redução de CO2 propostos anteriormente para automóveis e vans e as aplicou diretamente para os veículos pesados, sem avaliar devidamente as diferenças fundamentais entre esses dois segmentos de veículos”, disse Erik Jonnaert, secretário geral da entidade.

A ACEA ressalta que, dependendo do seu segmento de atuação, boa parte dos caminhões é feita sob medida para atingir requisitos bem específicos. Há a possibilidade de variações desde o número de eixos, tamanho do motor, tanque de combustível ou cabine, até a altura do chassi. Ao levar em conta um veículo completo – um conjunto cavalo e reboque – essa lógica de desenvolvimento se torna ainda mais complexa.

Ainda de acordo com a entidade, os produtos que estarão no mercado em 2025 já estão em fase de desenvolvimento, por isso as metas propostas são extremamente ambiciosas diante do curto prazo de entrega para o desenvolvimento e implementação de novas tecnologias para redução da emissão de CO2. A ideia de uma nova redução, em 2030, de 15%, também é considerada fora da realidade pela entidade.

A ACEA afirma que apoia a introdução de metas de redução de consumo e emissões de CO2 para os caminhões, mas pede que elas sejam desenhadas de forma cuidadosa e mais apropriada, levando em consideração a importância e a complexidade desse mercado. Os representantes da entidade ainda se mostraram satisfeitos com a abordagem em duas etapas da Comissão.

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