4 de dezembro de 2018
Plano europeu de reduzir níveis de emissões de poluentes para um terço do atual deve inviabilizar os veículos a diesel

A demanda por alumínio automotivo pode aumentar nos próximos anos em função do declínio dos motores a diesel, que devem ficar inviabilizados na Europa com as novas metas de emissões de poluentes, que devem ser de apenas um terço dos níveis atuais, em 2030. A previsão é do CEO da Constelium, Jean-Marc Germain, em entrevista à agência Reuters.

Constellium

Os automóveis movidos a diesel sofreram um grande baque com o escândalo de emissões de poluentes da Volkswagen, que acabou sendo conhecido mundialmente como “dieselgate”, em que a empresa utilizou-se de artifícios técnicos para burlar os testes de homologação e, assim, obter aprovação para vender veículos que, na verdade, poluíam mais do que a legislação permitia.

A União Europeia discute política de emissões para o ciclo que se inicia em 2030 e a tendência é que todas as metas sejam reduzidas a um terço do que é permitido atualmente. E, tese, isso deve inviabilizar os motores a diesel em automóveis, já que desenvolver as tecnologias para se atingir essas metas seria extremamente caro, anulando a vantagem que os propulsores a diesel oferecem com uma menor emissão de dióxido de carbono em relação aos motores a gasolina.

“Se o diesel está com dificuldades, então de uma certa forma isso é bom para o alumínio”.
Jean-Marc Germain, CEO da Constellium

A conclusão de Germain é que os fabricantes devem, dessa forma, se voltar principalmente para soluções multi-materiais de redução de peso. A previsão de médio prazo da Constellium é de um aumento de 10 a 20% de crescimento anual na demanda por alumínio automotivo. Nem mesmo os recentes projetos em que o aço de alta resistência aparece com destaque, como o Tesla 3 e o Audi A8, parecem incomodar o executivo. “Na maior parte das vezes, o alumínio substitui o alumínio, enquanto um novo tipo de aço substitui aço.”

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