28 de março de 2019
Baterias usadas de elétricos e híbridos estão sendo usadas em veículos operacionais de sua fábrica em Ingolstadt

Por Marcio Ishikawa |

A Audi revelou que está realizando testes de um segundo ciclo de vida com as baterias de íons de lítio usadas, retiradas de modelos elétricos e híbridos. Elas estão sendo instaladas em veículos operacionais utilizados da fábrica em Ingolstadt, como empilhadeiras e rebocadores – que originalmente utilizavam pesadas baterias de chumbo-ácido.

Baterias de íons de lítio

Por lei, todas as fabricantes precisam se responsabilizar pelo destino dessas baterias quando o seu ciclo de vida nos automóveis chega ao fim. No entanto, apesar de perderem parte da autonomia original do veículo, elas ainda mantém uma grande proporção de sua capacidade de carga – por isso, a experiência em Ingolstadt vai avaliar como essas baterias podem continuar a serem usadas. Segundo a Audi, o início do projeto já mostrou uma série de vantagens.

As baterias de chumbo-ácido são muito mais pesadas (algumas pesam até duas toneladas) e, uma vez descarregadas, precisam ser desconectadas dos veículos e alojadas em estações de recarga por várias horas. Já as unidades de íons de lítio podem ser carregadas diretamente nos veículos – aproveitando, por exemplo, as pausas entre as trocas de turno. Isso também economiza o espaço ocupado pelas estações de recarga.

“Baterias de íons de lítio representam um recurso valioso de alto consumo de energia que deve ser usado da melhor maneira possível.”
Peter Kössler, membro do Conselho de Gestão de Produção e Logística da Audi.

Além da recarga constante em pequenas paradas permitir a utilização do veículo por um período muito mais longo, a própria funcionalidade dos veículos melhora quando equipados com as baterias de íons de lítio. Eles conseguem manter a velocidade constante mesmo em aclives e rampas, o que não é possível com as baterias de chumbo-ácido.

As baterias que estão sendo usadas em Ingolstadt foram retiradas de protótipos do elétrico e-tron, lançado recentemente, e de carros híbridos como o Audi A3 e-tron and Audi Q7 e-tron. Depois de retiradas, a equipe do projeto avalia cada um dos módulos (o e-tron, por exemplo, possui 36, acomodadas em um case de alumínio) e, se forem considerados aptos, são instalados em um novo case com capacidade para 24 módulos, do mesmo tamanho da bateria de chumbo-ácido original.

Baterias de íons de lítio

Dessa forma, os veículos podem ser usados com as baterias de íons de lítio sem investimentos adicionais. Segundo cálculos da equipe responsável pelo projeto, que já vem trabalhando há dois anos, uma eventual conversão de todos os veículos usados nas dezesseis plantas da Audi pelo mundo resultaria em uma economia de milhões de euros por ano.

Há, ainda, a expectativa de que as baterias descartadas dos veículos possam ser utilizadas também em estações de recarga. Segundo a Audi, ela também está trabalhando no desenvolvimento de um conceito amplo de reciclagem, com o reaproveitamento dos elementos que compõem a bateria.

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Audi testa segundo ciclo de vida para baterias de íons de lítio

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